Osteoporose e Doenças Osteometabólicas - Prevenir a primeira fratura.


O que é?

A saúde óssea costuma ser lembrada apenas quando já existe uma fratura ou uma dor persistente, mas as doenças osteometabólicas trabalham de forma silenciosa, comprometendo a resistência dos ossos muito antes de qualquer sintoma aparecer. Essas doenças comprometem diretamente a estrutura e a densidade óssea, aumentando o risco de fraturas mesmo diante de traumas leves ou movimentos do dia a dia. A osteoporose é a mais frequente e conhecida delas, mas outras condições, como osteomalácia, doença de Paget e algumas doenças hereditárias, também exigem investigação e acompanhamento especializado.


O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para prevenir fraturas e preservar a independência. Quanto mais cedo a fragilidade óssea é identificada, maiores são as possibilidades de prevenir complicações futuras.

sintomas e diagnóstico


Quem deve investigar osteoporose mesmo sem sintomas?


A osteoporose costuma evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, só é descoberta após a primeira fratura. Por isso, algumas pessoas devem ser avaliadas mesmo na ausência de sintomas, especialmente mulheres após a menopausa, homens acima de 70 anos, pessoas com histórico de fraturas por fragilidade, uso prolongado de corticoides, doenças inflamatórias crônicas, baixo peso, tabagismo ou outras condições que aumentam o risco de perda óssea.

Nem toda pessoa com osteoporose apresenta dor, e a ausência de sintomas não significa que os ossos estejam saudáveis. Por isso, a investigação precoce é fundamental para identificar a fragilidade óssea antes que ocorram fraturas.


Quando os sintomas aparecem, costumam incluir:

  • Dor óssea persistente (mais comum em algumas doenças osteometabólicas, como a osteomalácia);
  • Perda de altura ao longo do tempo;
  • Fraturas após pequenos traumas ou quedas da própria altura;
  • Curvatura da coluna ("corcunda") ou outras deformidades vertebrais decorrentes de fraturas.

Como a doença pode permanecer assintomática por muitos anos, a investigação não deve depender apenas da presença de sintomas. A avaliação médica considera a história clínica, os fatores de risco para fraturas e os hábitos de vida. A densitometria óssea e os exames laboratoriais são ferramentas fundamentais nessa investigação, podendo ser complementados por instrumentos como o FRAX®, que estima o risco de fraturas nos anos seguintes e auxilia na definição da melhor estratégia de prevenção e tratamento.

tratamentos


Definido o diagnóstico, o passo seguinte é construir um plano de tratamento que faça sentido para a realidade daquele paciente, considerando a causa da fragilidade óssea, o risco de fraturas e características como idade, histórico clínico e outras condições associadas. O tratamento geralmente combina diferentes estratégias:


Tratamento medicamentoso

Em alguns casos, são indicados medicamentos para reduzir a perda óssea, fortalecer os ossos e diminuir o risco de fraturas. A escolha do tratamento leva em conta o diagnóstico específico, a gravidade do quadro, a idade do paciente, o histórico de fraturas prévias e outros fatores clínicos relevantes.


Correção de fatores associados

A investigação também passa por identificar e corrigir deficiências de vitaminas e minerais, além de avaliar condições hormonais e outras doenças que possam estar comprometendo a saúde óssea de forma indireta.


Mudanças de hábitos e prevenção

Orientações sobre alimentação, prática de atividade física adequada, prevenção de quedas e medidas práticas para proteger a massa óssea no cotidiano completam essa etapa do cuidado.


Acompanhamento clínico

O tratamento não termina na prescrição inicial. A reavaliação periódica é o que permite acompanhar a resposta ao tratamento e fazer os ajustes necessários baseados em metas.

Essas frentes trabalham de forma integrada, e é justamente essa combinação que costuma trazer os melhores resultados no controle da doença e na prevenção de novas fraturas.

Como é o atendimento?


Na prática clínica, esse cuidado começa com uma consulta abrangente dos fatores de risco para fragilidade óssea, considerando histórico pessoal e familiar de fraturas, hábitos de vida, comorbidades e exames complementares. Essa análise ampla é o que permite entender a saúde óssea do paciente para além do resultado isolado de um exame, situando cada caso dentro de um contexto clínico mais completo.


A partir dessa avaliação, elaboro um plano terapêutico específico para cada caso e orientado por metas claras, sempre de acordo com as necessidades específicas de cada paciente. O acompanhamento é estruturado para prevenir fraturas, interromper a perda óssea e, quando possível, promover ganho de massa óssea ao longo do tratamento.


Olá, eu sou

Dra. Mônica Aquino

Reumatologista pela USP

CRM-SP 221235 | RQE 141772


Sou médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e possuo Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Atualmente, atuo como médica assistente do Ambulatório AIBA do Hospital das Clínicas da USP e sou doutoranda da instituição, desenvolvendo pesquisas voltadas à saúde óssea e muscular em pacientes com doenças autoimunes.

Acredito que um cuidado de qualidade começa pela escuta atenta, pela compreensão da história de cada paciente e pela construção de uma relação de confiança. Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado, com diagnóstico preciso, tratamento atualizado e acompanhamento próximo, para que cada paciente compreenda sua doença, participe das decisões e se sinta seguro em todas as etapas do tratamento.