Fibromialgia e Dor Crônica - Compreender a dor.
O que é?
A fibromialgia e a dor crônica podem comprometer de forma importante a qualidade de vida, causando dor persistente, cansaço, alterações do sono, dificuldade de concentração e impacto nas atividades do dia a dia. Um dos aspectos mais difíceis dessas condições é justamente a invisibilidade: mesmo quando não aparecem de forma clara nos exames convencionais, os sintomas são reais e merecem investigação cuidadosa, não apenas o alívio pontual da dor.
sintomas e diagnóstico
Por que a fibromialgia é tão difícil de diagnosticar?
A fibromialgia não possui um exame específico que confirme o diagnóstico. Além disso, seus sintomas também podem estar presentes em diversas outras doenças. Por isso, o diagnóstico é essencialmente clínico e depende de uma avaliação detalhada, que permita reconhecer as características da síndrome e excluir outras condições que possam causar sintomas semelhantes.
Entre as manifestações mais comuns estão:
- Dor generalizada ou localizada
- Fadiga intensa
- Sono não reparador
- dificuldade de concentração e memória ("fibro fog")
- Dores de cabeça
- Rigidez muscular
- Formigamentos
- Ansiedade e alterações do humor
O impacto no trabalho, nas atividades do dia a dia e no bem-estar pode ser significativo. Como esses sintomas também podem estar presentes em outras condições, a avaliação especializada é fundamental para estabelecer o diagnóstico correto e definir um plano de tratamento individualizado. A investigação começa com uma consulta baseada em escuta atenta, buscando compreender a origem da dor, sua evolução e seu impacto na rotina. Quando necessário, também são investigadas outras possíveis causas dos sintomas, como deficiências nutricionais, alterações hormonais, doenças autoimunes, transtornos de ansiedade e distúrbios do sono.
tratamentos
Como a dor crônica pode ter diferentes causas e se manifestar de formas distintas em cada pessoa, compreender sua origem, os fatores que agravam os sintomas e o impacto na rotina é fundamental para definir um tratamento realmente adequado. Por isso, a conduta costuma se apoiar em quatro frentes complementares:
Tratamento medicamentoso
Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos para controle da dor, melhora do sono e manejo de sintomas associados, como fadiga, ansiedade ou alterações do humor. A escolha depende da avaliação clínica e das necessidades de cada paciente.
Medidas não medicamentosas
A base do tratamento da fibromialgia é não medicamentosa. A prática regular de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular, é a intervenção com maior nível de evidência para redução da dor, melhora da fadiga e da capacidade funcional. Também fazem parte do tratamento a educação sobre a doença, higiene do sono, fisioterapia e estratégias para adaptação da rotina. Em casos selecionados, recursos como a acupuntura e a eletroestimulação transcraniana (ETCC) podem ser indicados como terapias complementares, contribuindo para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
Investigação e correção de fatores associados
A identificação e o tratamento de condições que podem agravar a dor, como deficiências de vitaminas e minerais, alterações hormonais, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e outras doenças clínicas, também fazem parte da abordagem terapêutica.
Acompanhamento contínuo
O plano terapêutico é revisto periodicamente, permitindo adaptar as estratégias conforme a resposta ao tratamento e os objetivos estabelecidos para cada paciente.
O manejo da dor crônica vai além do controle dos sintomas. A combinação dessas diferentes estratégias, adaptadas às necessidades de cada pessoa, busca melhorar a funcionalidade, promover maior autonomia e reduzir o impacto da dor no dia a dia.
Como é o atendimento?
Parto do princípio de que cada paciente tem uma história única e merece ser ouvido com atenção. Por isso, minha consulta vai além do diagnóstico e da prescrição de medicamentos: procuro compreender como a dor e os sintomas afetam a rotina, o trabalho, o sono, os relacionamentos e a qualidade de vida.
Entender os fatores que contribuem para a persistência dos sintomas é uma etapa fundamental da consulta. A partir dessa avaliação, construo, em conjunto com o paciente, um plano de tratamento individualizado, com objetivos claros, reavaliação próxima e ajustes sempre que necessário.
Além do tratamento reumatológico, ofereço suporte em diferentes aspectos do cuidado, incluindo a elaboração de relatórios médicos, orientações sobre adaptações no ambiente de trabalho e a integração com outras especialidades. Meu objetivo é ajudar cada paciente a controlar a doença, recuperar autonomia e retomar, com segurança, as atividades que fazem parte da sua vida.
Olá, eu sou
Dra. Mônica Aquino
Reumatologista pela USP
CRM-SP 221235 | RQE 141772
Sou médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e possuo Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Atualmente, atuo como médica assistente do Ambulatório AIBA do Hospital das Clínicas da USP e sou doutoranda da instituição, desenvolvendo pesquisas voltadas à saúde óssea e muscular em pacientes com doenças autoimunes.
Acredito que um cuidado de qualidade começa pela escuta atenta, pela compreensão da história de cada paciente e pela construção de uma relação de confiança. Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado, com diagnóstico preciso, tratamento atualizado e acompanhamento próximo, para que cada paciente compreenda sua doença, participe das decisões e se sinta seguro em todas as etapas do tratamento.
