Doenças Autoimunes e Autoinflamatórias - Diagnóstico precoce
O que é?
As doenças autoimunes e autoinflamatórias ocorrem quando o sistema imunológico passa a funcionar de forma inadequada, provocando inflamação que pode atingir articulações, músculos, pele, olhos, vasos sanguíneos e outros órgãos.
Quando suspeitar de uma doença autoimune?
Nem toda dor nas articulações significa uma doença autoimune. No entanto, sintomas persistentes ou a combinação de diferentes manifestações podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada. Dor e inchaço nas articulações, rigidez matinal prolongada, fadiga intensa, lesões de pele, aftas de repetição, queda de cabelo, olhos ou boca secos, fenômeno de Raynaud e alterações em diferentes órgãos são alguns sinais que merecem investigação. O diagnóstico precoce é importante para controlar a atividade da doença e reduzir o risco de danos permanentes.
sintomas e diagnóstico
Entre os sintomas mais comuns dessas doenças estão:
- Dor, inchaço e rigidez nas articulações, especialmente pela manhã;
- Fadiga persistente;
- Dores musculares;
- Febre recorrente;
- Lesões de pele;
- Aftas e ressecamento da boca e dos olhos;
- Queda de cabelo;
- Inflamações oculares;
- Dor abdominal e alterações em outros órgãos.
Como muitos desses sintomas podem ocorrer em diversas condições, a avaliação por um reumatologista é essencial para estabelecer o diagnóstico correto. Dependendo do caso, podem ser necessários exames laboratoriais, testes imunológicos, exames de imagem, biópsias ou testes genéticos.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento no momento adequado, contribuindo para controlar a atividade da doença, reduzir o risco de complicações e preservar a funcionalidade.
tratamentos
O tratamento das doenças autoimunes e autoinflamatórias depende do diagnóstico, da gravidade do quadro, dos órgãos acometidos e do impacto dos sintomas na rotina do paciente. Por isso, a definição da conduta deve considerar três frentes principais:
Tratamento medicamentoso
Pode incluir medicamentos para controlar a atividade da doença e reduzir a inflamação, como corticoides, imunossupressores e, quando indicado, terapias biológicas ou outras terapias-alvo. A escolha leva em consideração o diagnóstico, a atividade da doença e as características de cada paciente.
Acompanhamento e monitorização
Além da prescrição do tratamento, é fundamental acompanhar a resposta clínica, revisar exames e monitorar possíveis efeitos adversos, ajustando a conduta ao longo do tempo conforme a evolução do quadro.
Tratamento não medicamentoso
Acredito que o tratamento vai além da escolha da medicação. Dependendo de cada caso, a abordagem terapêutica também pode incluir fisioterapia, programas de reabilitação, terapia ocupacional, órteses, orientações sobre atividade física e cuidados com a saúde óssea.
O acompanhamento contínuo, a reavaliação periódica e a construção conjunta das decisões são fundamentais para alcançar um controle adequado da doença e promover mais autonomia no dia a dia.
Como é o atendimento?
Nos meus atendimentos, realizo uma avaliação clínica completa e personalizada para compreender a atividade da doença e definir a estratégia terapêutica mais adequada.
O seguimento é orientado por metas, com o objetivo de controlar a inflamação, prevenir complicações e, sempre que possível, alcançar a remissão clínica. Ao longo do tratamento, monitoro a resposta às terapias e realizo os ajustes necessários de acordo com a evolução da doença.
Quando indicado, atuo de forma integrada com outras especialidades para oferecer um cuidado coordenado. Solicito exames complementares, como ultrassom articular, ressonância magnética e outros métodos de imagem, indico procedimentos, como biópsias, e encaminho para outros especialistas quando necessário. Essa integração entre as equipes permite uma investigação mais completa e um tratamento coordenado, especialmente nos casos de maior complexidade.
Olá, eu sou
Dra. Mônica Aquino
Reumatologista pela USP
CRM-SP 221235 | RQE 141772
Sou médica formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), especialista em Reumatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e possuo Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Atualmente, atuo como médica assistente do Ambulatório AIBA do Hospital das Clínicas da USP e sou doutoranda da instituição, desenvolvendo pesquisas voltadas à saúde óssea e muscular em pacientes com doenças autoimunes.
Acredito que um cuidado de qualidade começa pela escuta atenta, pela compreensão da história de cada paciente e pela construção de uma relação de confiança. Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado, com diagnóstico preciso, tratamento atualizado e acompanhamento próximo, para que cada paciente compreenda sua doença, participe das decisões e se sinta seguro em todas as etapas do tratamento.
